Que se assuma e proclame a IV Republica! A Republica Frutícola das Bananas! rep-bananas@sapo.pt

quarta-feira, setembro 28, 2005

.... de Felgueiras......

Simplesmente lindo.
Então esta caracterização: "Sou uma mulher de fé e justa. Tão justa que jamais irei reclamar das cáries que os caramelos espanhóis me irão causar. É com pequenos nada$ que vamos mudando a vida de país em país. CITAÇÃO PREFERIDA: O artigo 9º da Lei Eleitoral dos Orgãos das Autarquias Locais "nenhum candidato pode ser sujeito a prisão preventiva, a não ser em caso de flagrante delito, por crime doloso a que corresponda pena de prisão cujo limite máximo seja superior a três anos". TRAUMA DE INFÂNCIA: Aquela coisa de me dizerem: Bem, bem vê lá se queres que chame o Homem do Saco!"

Visitem e deliciem-se: http://fatima-felgueiras.blogspot.com/

P.S. Circula o boato que Ossama Bin Laden pensa entrar nestas eleições, tendo assim direito a uns dias de paz. Se a dita ganhar bem como o Major é a prova de que este país não avança. Meus amigos acordem.............

terça-feira, agosto 09, 2005

Mealheiro pós-socrático



Fonte: Um mail de um amigo.

sábado, agosto 06, 2005

Pôr vezes os americanos até ajudam....

Se tudo fosse tão simples como a informática:

terça-feira, junho 07, 2005

Afinal não é Portugal que está de Tanga....

Calma meus amigos afinal existe alguém que a usa como topónimo (já nós estamos fartos de a sentir nas politicas aplicadas no nosso país da tanga), fica na Tanzánia. Para quem não acreditar, aqui vai...




Do país da tanga.... para Tanga.

segunda-feira, junho 06, 2005

Este "Senhor" Existe mesmo?

Como muito boa gente sabe, mais do que parece, até, e, sobretudo, muito mais do que se julga, o estado de desenvolvimento de Portugal, não só era bom antes do 25 de Abril, como dificilmente alguma vez terá sido melhor, desde que as estatísticas dão para comparar situações comparáveis. O que a revolução acabou por conseguir, foi fazer regredir os nossos índices de desenvolvimento aos valores de 1962. Ponto final. É profundamente desonesto fazer o que se tem feito em relação ao regime anterior, sobretudo depois de terem saído obras resultantes de investigações desapaixonadas, comprovando ter havido por essa Europa fora regimes e administrações com teores de violência e de despotismo infinitamente superiores ao de Portugal. Alemanha, Itália, até certa fase Espanha, todos os países do leste europeu, pelo menos estes tiveram regimes ditatoriais de uma violência tal, que, comparados com o nosso, este não passa de um cândido sistema. Havia no nosso país alguma dureza nos processos, e até uma certa intransigência quando se tratavam de tentativas de impor, por processos terroristas, ditaduras disfarçadas daquele republicanismo de muito má memória da nossa primeira república. A estes era-lhes muito dificultada a vida, sobretudo por se saber do conluio de Afonso Costa com o primeiro-ministro espanhol, que passava pelo armamento de correligionários, portugueses e espanhóis, para retomar, violentamente, o poder de assalto em Lisboa. Neste conluio, já antes do Estado Novo, estava já a ideia de se fazer da Península Ibérica uma federação de estados, com a capital em Madrid. Em Portugal, Rolão Preto, a figura visível, e assumida, do fascismo lusitano, foi preso por Dr. Salazar. Já no fim do regime, a repressão era feita a quem se opusesse à paz e à tranquilidade por processos que alterassem a vida e a segurança de todos. Como é de toda a evidência, não se podia estar a combater uns, no Ultramar, e a permitir que esses mesmos nos aterrorizassem aqui na Metrópole. Só que não era por razões ideológicas que essa gente era incomodada, e até presa, porque farto de saber que eles eram comunistas estava a PIDE. Eram presos, porque esta se antecipava às grandes operações terroristas que, se detonassem, morreriam muitos milhares de pessoas. Para além dos partidos comunistas serem também proibidos em quase todos os países da Europa livre.
Portugal, segundo projecções possíveis de dados puramente estatísticos recolhidos nestes últimos trinta anos, só muito dificilmente estaria pior do que hoje se não se tivesse dado o 25/4, e a probabilidade de estarmos todos melhor, ou muito melhor, é enorme. Se nos mantivéssemos com a possibilidade de podermos comprar a quem quiséssemos, a vender ao melhor preço e a não termos de arcar com regras ruinosas de um mercado comum viciado, não podíamos, mesmo, deixar de estar melhor. Muito melhor.
Marcello Caetano, segundo duas interessantes entrevistas de Veríssimo Serrão e de sua própria filha, tratava-se de um homem de cultura, muito humana, com convicções fortes e um enorme respeito por aquilo porque aceitou responsabilizar-se, que eram, Portugal e os Portugueses. Dir-me-ão que, tanto um como outra destas pessoas não poderiam ter senão esta opinião, cada um pela sua razão, mas não foi apenas a opinião deles que se ouviu neste últimos dias, mas as de outros que, entretanto, se foram informando em obras ultimamente trazidas a público e que retratam o que foi a pujança da nossa realidade de 61 a 74.
Marcello, em África, por exemplo, constatou que a ideia dos próprios africanos, brancos e pretos, para resolver o problema ultramarino, não passava pelo que aqui se dizia na Metrópole, e muito menos pelo que o queriam convencer os simplistas de Maio de 68. Sem a menor experiência governativa nem cultura política que os fizesse perceber do que falavam, nem das consequências do que propunham, ao som de um Brell ou de um Correia de Oliveira e vindos da snobeira irresponsável que eram as conspiratas na Capela do Rato, achavam então que a resolução da questão do Ultramar se esgotava numa entrega, pura e simples, e na retirada das forças do terreno. Mas não era, como desgraçadamente o assassínio de milhões de inocentes o veio a confirmar.
Marcello Caetano, depois da sua segunda visita a Angola, e se alguém havia com discernimento intelectual e cultural, ele era um dos mais brilhantes, acabou por reconhecer que “não poderia abandonar quem tanto esperava dos portugueses”, e muito menos de uma forma precipitada, como a que os arautos de uns estranhos “direitos humanos” o exigiam, ignorando os genocídios que isso mesmo já tinha provocado em vários territórios vizinhos.
O que não consegui deixar de ouvir nos telejornais e ler na imprensa escrita dos últimos dias, sobrou para se me dissiparem as eventuais dúvidas que pudesse ainda manter sobre alguns aspectos do 25 de Abril. Passados que são 30 anos sobre o golpe de Estado, tanto os militares, poucos e maus, que acharam que ser militar não deveria passar por ir à guerra, e que formaram o MFA, como os que começaram, desde a primeira hora, a trair tudo e todos, como ainda os oportunistas para quem ter a opinião que for preciso é um modo de vida como outro qualquer, todos acabaram por se retratar nestes últimos dias.
Durante muitos meses, e fazendo fé em artigos vindos a público no DN, Portugal esteve para ser atacado por forças da NATO, provocando que os portugueses tivessem sofrido um seriíssimo problema militar, cujo fim teria sido a desgraça que facilmente se calculará. Esta reacção foi por ter havido receio que se instalasse aqui uma nova Cuba, alastrando-se o imperialismo soviético para oeste do Continente Europeu, à semelhança do que, inevitavelmente, iria acontecer na África portuguesa, pela mão, na época, de comunistas e socialistas.
Sabe-se hoje em dia que as mudanças estavam a ser pensadas, e iriam ser postas em prática dentro em breve, não só na Metrópole como no Ultramar. Só que vários condicionalismos, como o enfraquecimento da América com o Watergate, etc., fizeram com que se precipitasse o 25 de Abril, acabando por se mudarem as coisas no pior sentido. Não se tratam, estas reflexões, de uma apologia do anterior regime, se bem que isso, em teses, tenha a maior legitimidade, e ignorar o progresso seria um erro que eu não cometeria. Postas todas estas coisas, e muitas outras mais, comemora-se o 25 de Abril, porquê?

João de Mendia

quarta-feira, maio 18, 2005

Como é que é Possível ?

CARTA DE UM ALUNO A UM PROFESSOR


Senhor Professor,

Sou obrigado a escrever-lhe, nesta data, depois de ter escutado, com toda a atenção, a aula de História, que nos deu sobre a Revolução de Abril de 1974.

Li todos os apontamentos que tirei na aula e os textos de apoio que me entregou para me preparar para o teste, que o Senhor Professor irá apresentar-nos, na próxima semana, sobre a Revolução dos Cravos.

Disse o Senhor Professor que a Revolução derrubou a ditadura salazarista e veio a permitir o final da Guerra Colonial, com a conquista da Liberdade do Povo Português o dos Povos dos territórios que nós dominávamos e que constituíam o nosso Império.

Afirmou ainda que passámos a viver em Democracia e que iniciámos uma nova política de Desenvolvimento, baseada na economia de mercado.

Informou-nos também que a Censura sobre os órgãos de Comunicação Social terminara e que a PIDE/DGS, a Polícia Política do Estado Fascista acabara, dando a possibilidade aos Portugueses de terem liberdade de expressão, opinião e pensamento. Hoje, todos eles podem exprimir as suas opiniões nos jornais, rádio, televisão, cinema e teatro, sem receio de serem presos.

Disse igualmente que Portugal era um país isolado no contexto internacional e que agora fazemos parte da União Europeia e temos grande prestígio no mundo. Que somos dos poucos países da União a cumprir, na íntegra, os cinco critérios de convergência nominal do Tratado de Maastricht para fazermos parte do pelotão da frente com vista ao Euro.

Li os textos de apoio do Professor Fernando Rosas, onde me informam que os Capitães de Abril são considerados heróis nacionais, como nunca houvera antes na nossa história, e que eles são os responsáveis por toda a modernidade do nosso país, pois se não tivesse acontecido a memorável Revolução, estaríamos na cauda da Europa e viveríamos em grande atraso, em relação aos outros países, e num total obscurantismo.

Tinha já tudo bem compreendido e decorado, quando pedi ao meu pai que lesse os apontamentos e os textos para me fazer perguntas sobre a tal Revolução, com vista à minha preparação para o teste, pois eu não assisti ao acontecimento histórico, por não ter ainda nascido, uma vez que, como sabe, tenho apenas dezasseis anos de idade.

Com o pedido que fiz ao meu pai, começaram os meus problemas pois ele ficou horrorizado com o que o Senhor Professor me ensinou e chamou-lhe até mentiroso porque conseguira falsificar a História de Portugal. Ele disse-me que assistira à Revolução dos Cravos dos Capitães de Abril e que vira com «os olhos que a terra há-de comer» o que acontecera e as suas consequências.

Disse-me que os Capitães foram os maiores traidores que a nossa História conhecera, porque entregaram aos comunistas todo o nosso império, enganando os Portugueses e os naturais dos territórios, que nos pertenciam por direito histórico. Que a Guerra no Ultramar envolvera toda a sua geração e que nela sobressaíra a valentia dum povo em armas, a defender a herança dos nossos maiores.

Que já não existia ditadura salazarista, porque Salazar já tinha morrido na altura e que vigorava a Primavera Marcelista que, paulatinamente, estava a colocar Portugal na vanguarda da Europa. Que hoje o nosso país, conjuntamente com a Grécia, são os países mais atrasados da Comunidade Europeia.

Que Portugal já desfrutava de muitas liberdades ao tempo do Professor Marcelo Caetano, que caminhávamos para a Democracia sem sobressaltos, que os jovens, como eu, tinham empregos assegurados, quando terminavam os estudos, que não se drogavam, que não frequentavam antros de deboche a que chamam discotecas, nem viviam na promiscuidade sexual, que hoje lhes embotam os sentidos.

Disse-me também que ele sabia o que era Deus, a Pátria e a Família e que eu sou um ignorante nessas matérias. Aliás, eu nem sabia que a minha Pátria era Portugal, pois o Senhor Professor ensinou-me que a minha Pátria era a Europa.

O meu pai disse-me que os governantes de outrora não eram corruptos e que após o 25 de Abril nunca se viu tanta corrupção como actualmente. Também me disse que a criminalidade aumentara assustadoramente em Portugal e que já há verdadeiras máfias a operar, vivendo à custa da miséria dos jovens drogados e da prostituição, resultado do abandono dos filhos de pais divorciados e dum lamentável atraso cultural, em virtude de um Sistema Educativo, que é a nossa maior vergonha, desde há mais vinte anos.

Eu fiquei de boca aberta, quando o meu pai me disse que a Censura continuava na ordem do dia, porque ele manda artigos para alguns jornais e não são publicados, visto que ele diz as verdades, que são escamoteadas ao Povo Português, e isso não interessa a certos órgãos da Comunicação Social ao serviço de interesses obscuros.

O meu pai diz que o nosso país é hoje uma colónia de Bruxelas, que nos dá esmolas para nós conseguirmos sobreviver, pois os tais Capitães de Abril reduziram Portugal a uma «pobreza franciscana» e que o nosso país já não nos pertence e que perdemos a nossa independência.

Perguntei-lhe se ele já ouvira falar de Mário Soares, Almeida Santos, Rosa Coutinho, Melo Antunes, Álvaro Cunhal, Vítor Alves, Vítor Crespo, Lemos Pires, Vasco Lourenço, Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Pezarat Correia... Não pude acrescentar mais nomes, que fixara com enorme sacrifício e trabalho de memória, porque o meu pai começou a vomitar só de me ouvir pronunciar estes nomes.

Quando se sentiu melhor, disse-me que nunca mais lhe falasse em tais «sacanas de gajos», mas que decorasse antes os nomes de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão, D. João II, D. Manuel I, Bartolomeu Dias, Afonso de Alburquerque, D. João de Castro, Camões, Norton de Matos, porque os outros não eram dignos de ser Portugueses, mas estes eram as grandes e respeitáveis figuras da nossa História.

Naturalmente que fiquei admirado, porque o Senhor Professor nunca me falara nestas personagens tão importantes e apenas me citara os nomes que constam dos textos do Professor Fernando Rosas.

Senhor Professor, dada a circunstância do meu pai ter visto, ouvido, sentido e lido a Revolução de Abril, estou completamente baralhado, com o que o Senhor me ensinou e com a leitura dos textos de apoio. Eu julgo que o meu pai é que tem razão e, por isso, no próximo teste, vou seguir os conselhos dele.

Não foi o Senhor Professor que disse que a Revolução nos deu a liberdade de opinião? Certamente terei uma nota negativa, mas o meu pai nunca me mentiu e eu continuo a acreditar nele.

Como ele, também eu vou pôr uma gravata preta no dia 25 de abril, em sinal de luto pelos milhares de mortos havidos no nosso Império, provocados pela Revolução dos Espinhos, perdão, dos Cravos.

O Senhor disse-me que esta Revolução não vertera uma gota de sangue e agora vim a saber que militantes negros que serviram o exército português, durante a guerra, que o Senhor chamou colonial, foram abandonados e depois fuzilados pelos comunistas a quem foram entregues as nossas terras.

Desculpe-me, Senhor Professor, mas o meu pai disse-me que o Senhor era cego de um olho, que só sabia ler a História de Portugal com o olho esquerdo. Se o Senhor tivesse os dois olhos não me ensinaria tantas asneiras, mas que o desculpava porque o Senhor era um jovem e certamente só lera o que o Professor Fernando Rosas escrevera.

A minha carta já vai longa, mas eu usei de toda a honestidade e espero que o Senhor Professor consiga igualmente ser honesto para comigo, no próximo teste, quando o avaliar.

Com os meus respeitosos cumprimentos O seu aluno

quarta-feira, maio 11, 2005

da Nomeação

E como as águas da IV Republica têm andado paradas foram nomeados mais dois senadores!

Boas Postagens é o que desejo aos dois!!